16th December 2011
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O campeonato universitário de futebol da NCAA é tão importante nos Estados Unidos que alguns jogadores viram notícia na NFL antes de se tornarem jogadores profissionais. Alguns deles, como o mítico RB dos Sooners Marcus Dupree ou o QB Ryan Leaf, a segunda escolha do draft de 1998, ficaram no quase e nunca se transformaram na lenda que prometiam ser nos tempos do College Football. Outros passaram despercebidos pelos olheiros da NFL e se tornam notícia só depois que a “bola rola”, como o exaustivo exemplo de Tom Brady, que foi apenas a escolha de número 199 do draft de 2000 e se transformou em um dos maiores QB da história - com três anéis do SuperBowl nos últimos dez anos.

A Draft Class de 2012 promete e aponta como salvação para muitas equipes em crise com seus QB. Até os Colts que vinham muito bem, obrigado, com o Manning mais velho, olham com outros olhos para Luck. E é dele que vamos falar agora, o menino de ouro de Stanford a cada dia que passa é mais realidade nos campos profissionais. Falemos do Prospect mais falado desde o próprio Manning nesta edição de [NCAA].
Para começar vamos falar da sorte de nosso querido Luckyboy. Ele poderia ir pra NFL em 2011 - mas rejeitou. Disse que queria terminar seus estudos, mas na verdade, foi conveniente rejeitar a NFL e não ir parar em Carolina. Esperar 2012, 2013 talvez seria a escolha natural de quem tem a certeza que a NFL o espera e não o contrário. Mas Manning se machucou antes do começo da temporada 2011 e possivelmente a primeira escolha do draft 2012 será dos Colts. Luck é apontado há alguns anos como a primeira escolha do draft 2012. Some um mais um e as chances de Luck ir para os Colts são muito grandes. Grandes o suficiente, para que se cogite que os Colts estão dispostos a trocar P. Manning e não deixar Luck na reserva por 3 ou 4 anos, enquanto o grande ídolo de Indianapolis não se aposenta. Loucura completa? Nem tanto. Vou contar uma história para vocês.
Em 1983 a equipe do Pittsburgh Steelers ficava cada vez mais distante daquela dinastia que foi nos anos 1970. Browns e Bengals começavam a dominar a divisão Central (hoje extinta) da AFC. E por que isso? Ora, o Steelers era um time velho, cansado - da mesma forma que caminha para ser hoje. E no Draft, com a vigésima primeira escolha, disponível estava Dan Marino.
Calma, tem mais. Marino jogou sabe em qual universidade? Aaah, duvido você adivinhar. Joga no Google aí. Tomou um susto? Sim, na Universidade de Pittsburgh. Aí você pensa: cacete, como o Steelers deixou Marino passar e ele foi parar no Dolphins? Simples: under center na equipe preta e dourada estava o tetracampeão Terry Bradshaw. O que fazer? Deixa Marino para lá, continuemos com nosso (decadente) ídolo. Resultado dessa brincadeira? No ano seguinte o Dolphins de Marino chegou ao Super Bowl. O Steelers de Bradshaw demoraram 21 anos para voltar a brilhar, vendo o Browns dominar os anos 80 e seguidas derrotas nos anos 90 no AFCCG. Ainda soa absurdo draftar Luck?
À época do draft de 1983, Terry tinha 34 anos
Quanto a Luck… bem, o garoto parece ter muita sorte, mas também tem talento de sobra.
Andrew tem uma boa estatura - mas também é bastante móvel no pocket e quando precisa resolver com as pernas. Outrossim, Luck é rápido para um quarterback. Depois do snap, parece ter o pocket em suas mãos, tamanho controle do jogo que possui. Sempre equilibrado é capaz de lançar a bola suavemente nas falhas da defesa ou correr se o campo não estiver muito congestionado a sua frente. Além disso é muito bom em movimento devido a sua força e sua visão de jogo. Por fim, tem facilidade em se livrar da defesa sem se chocar com seus adversários e abrir o campo a sua frente.
Luck tem uma bomba no braço direito e combinado com uma precisão milimétrica faz dele um jogador extremamente perigoso quando sua OL o protege e lhe dá um tempo a mais para encontrar alvos. Equilibrado no pocket procura alvos na parte externa do campo, onde os receptores são superiores a defesa e podem ganhar jardas adicionais após receber o passe.
No seu segundo ano em Stanford, Luck já tinha a liberdade de chamar “audibles” na linha de “scrimmage”. Isso só fez aperfeiçoar um talento que parece ser inato a Luck, o de ler a defesa adversária com extrema facilidade. Isso faz de Luck um grande jogador e talvez um jogador pronto para estrear na NFL desde o primeiro momento da temporada 2012.
Falta alguma coisa dizer alguma coisa sobre esse jogador completo? Ah sim, ele é vencedor. Tem uma carreira de 5-1 contra time do top25 nacional e leva Stanford ao menos para um grande bowl esse ano. Além disso, é um bom garoto. Altamente inteligente, foi orador da sua turma em Stanford High e é um bom aluno no curso de arquitetura na faculdade.
Apontado como melhor prospect desde Peyton Manning em 1998, Luck vem se destacando em 2011 com 70,3% dos passes completados para quase 3000 mil jardas e 31 TDS.
Provavelmente o que restou para essa temporada foi o Fiesta Bowl, anel que Luck já tem em sua coleção. É o bastante para ele? Hoje devem pairar milhões de dúvidas na cabeça de Luck: ele nunca escondeu o desejo de levar Stanford para o título nacional, façanha que esse ano a equipe foi incapaz de conseguir. Por outro lado, Andrew tem a oportunidade de ingressar em uma equipe pronta para o Super Bowl em 2012. O garoto tem um decisão difícil ficar em Stanford mais uma temporada e lutar pelo BCS em 2012 pela faculdade que ele ama. Ou dar o passo adiante, e ir para NFL e possivelmente para os Colts, fazer história?
Indianapolis arriscará para não cometer o erro do Steelers? Não é insano assim pensar nessa hipótese. Luck tem um seguro-anti-bust incrível. Não dá para deixar esse moleque passar. Além disso o Colts teria numa possível negociação, várias Draft Picks em troca de Manning (que à época do Draft terá 36 anos) - tá chovendo time sem QB na liga. Outrossim, Montana, “decadente” e “velho” já foi preterido pelo jovem Young. E isso deu um gás de mais 7 anos na Dinastia do 49ers. Se formos pensar a longo prazo é, sim, a melhor decisão a ser feita. Com isso o Colts formaria uma potência que dificilmente seria vencida em alguns anos. Mais do que já formara com Manning.
São cenas dos próximos cápitulos, que teremos o prazer de assistir.
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Source: theconcussion.com
16th December 2011
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Se alguém no começo da temporada falasse que Griffin venceria o Heisman, seria encarado, no mínimo, com desprezo. RG3 é uma estrela em um time marginal, que nesta temporada fez milagres ao liderar Baylor para uma campanha de 9-3, vitórias que além de levar Baylor para o 12° no BCS Standings, não aconteciam há 25 anos. Agora Baylor é conhecida nacionalmente e isso é, com certeza, trabalho de Griffin, que levantou um programa sem tradição e o liderou em vitórias importantes como a primeira da história dos Bears contra Oklahoma e uma campanha de 4-0 contra rivais importantes como os Sooners, Texas Tech e Texas.
Mais do que isso, ele foi capaz de ter excelentes números pessoais, quebrando recorde de eficiência em uma temporada, com um rating de 192,3. Esse rating é entendido quando se leva em consideração que foram 3998 jardas em 267 passes completos (foram 369 passes tentados) e uma porcentagem de acerto de 72,4% para 36 TD’s. Ele assombrou os especialistas quando terminou o primeiro mês de competição com mais passes para TD que passes incompletos.
Correndo, Griffin, foi à semi-final olimpica nos 400m com barreiras, marcou 644 jardas em 161 tentativas para 9 TD’s. O momento mágico aconteceu em uma terceira descida decisiva contra TCU, quando RG3 atacou de WR e recebeu um passe de 15 jardas que foi crucial para a vitória de sua equipe por 50-48.
O simples fato de Griffin estar em Baylor é um daqueles acasos que o lado prejudicado nunca vai se esquecer. Ele foi parar no Texas, porque, Art Briles, o treinador que o havia recrutado foi demitido de Houston e assinou com Baylor Bears. Fiel ao treinador, foi para a nova universidade, depositando confiança no trabalho deste.
Mesmo sabendo que o desafio seria bem domaior e o trabalho extremamente mais árduo, a dupla Griffin-Brilles confiou desde o principio na capacidade que ambos tinham para levar o programa adiante. O coach apostou em Griffin como poucos fariam - devido ao seu porte muitos o mudariam para safety ou wide receiver, mas Brilles não. Ele ensinou Griffin a ser um jogador de NFL e o mesmo correspondeu totalmente dentro de campo na NCAA dando os resultados ao seu treinador. Griffin tem muito trabalho na revolução do programa, mas não o teria feito sem Briles. Os dois levaram Baylor ao primeiro bowl desde 1994 no ano passado e este ano repetiram o feito, o Heisman foi a cereja no topo do bolo na última temporada de Griffin no college.
“Se a NFL vem bater a sua porta, tenho certeza que você estará respondendo na porta”. Griffin disse isso e também disse que não escolheu se vai pra NFL ou não na próxima temporada. Formado em Ciencias Politicas com mestrado com conclusão prevista para a próxima primavera, ele ainda pretende se formar em Direito em Baylor. O Ensino Superior nos Estados Unidos funciona de maneira diferente. Para se formar na Faculdade de Direito de uma dada universidade o aluno tem que passar 4 anos na undergraduation (Ciências Políticas, História e etc) e mais três em Direito em si (Graduation).
Essa, talvez, seja a dúvida que paira sobre a cabeça dele, mas depois do Heisman, ele pode ter certeza que rejeitar a NFL agora será um até logo, pois em 2013 ela voltará a bater em sua porta.
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Source: theconcussion.com